sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Vício dos jogos esconde drama familiar

Vício dos jogos esconde drama familiar 


Mentiras reiteradas, brigas familiares, autodestruição econômica são algumas consequências da paixão desenfreada por jogos virtuais na Internet. A psicóloga Débora Blanca, autora do livro La adicción al juego ¿No va más...?, afirma que a vítima da ludopatia “não para de jogar até perder tudo, mas logo as recriminações e o sentimento de culpa a torturam e a empurram a querer recuperar o perdido e cai num estado que não se consegue mudar nem pela razão nem pela força de vontade”. Para a psicóloga Luz Mariela Coletti, por trás desse vício se encontra a deterioração da família. O dano é muito sensível na terceira idade e pode levar ao suicídio. A destruição da família produz mais este ruinoso efeito.

Crianças que não brincam prejudicam o seu futuro



Crianças que não brincam prejudicam o seu futuro

A psicóloga Rosely Sayão apontou uma realidade preocupante: hoje as crianças não sabem brincar! E indicou os dois motivos principais: 1º.) Os pais acham que basta comprar brinquedos. 2º.) As crianças não têm verdadeiras oportunidades para brincar. “Vamos reconhecer, sem tempo livre para nada fazer e com o direcionamento direto de adultos, as crianças nunca aprenderão a brincar”,escreveu. A criança brinca ser aquilo que ela um dia acabará tentando realizar. Uma criança que não brinca prenuncia uma pessoa sem iniciativa nem criatividade. Outra causa da inibição do desenvolvimento das crianças não será a dramática redução da natalidade, que deixa os pequenos sem irmãos, primos e amigos?

“Que o homem não separe o que Deus uniu!”

“Que o homem não separe o que Deus uniu!”


§ Benoit Bemelmens

A luz penetra pela janela e ilumina a noiva, que é o centro desta cena. Ela assina o registro diante do oficial do cartório civil, tendo ao seu lado o esposo e atrás de si a jovem dama de honra que segura o seu buquê de flores um tanto emocionada; os parentes assistem à cerimônia. 

O véu e o vestido branco falam de pureza e dignidade — da esposa como do marido, que se unem pela vida inteira. O casamento entre um homem e uma mulher é uma realidade anterior ao Estado cujas raízes penetram no que há de mais fundo na natureza humana. 

O contrato nupcial, segundo a expressão do Papa Pio XI na sua imortal encíclica sobre o matrimônio cristão, foi elevado por Nosso Senhor Jesus Cristo à categoria de sacramento indissolúvel: “Que o homem não separe o que Deus uniu”!
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Loucura do mundo atual: este quadro (Signing the register, de Edmundo Blair Leighton – 1853-1922), que se encontrava no salão de casamentos da prefeitura de Bristol (Reino Unido), foi retirado dali para não “ofender” os adeptos de práticas contra a natureza!

Mais um filho!?

Mais um filho!?

Recebi de um colega e-mail anexando um texto muito interessante e recomendando-me publicá-lo no Blog da Família. Tal texto foi extraído do Blog comshalon.org(http://blog.comshalom.org/vidasemduvida/filhos-escola-amor/), postado no dia 11 último, e, realmente, vale a pena difundi-lo, pois bem retrata a realidade de uma família que deseja resistir às ondas destrutivas da Civilização Cristã, como, por exemplo, o controle de natalidade. Trata-se de um relato de autoria de Renato Guimarães Varges — responsável pelo referido blog. 

FILHOS, UMA ESCOLA DE AMOR

No dia 07 de maio de 2013, meu quarto filho foi concebido. Poucos dias depois veio a confirmação da gravidez e naturalmente a notícia foi se espalhando. 

Algumas pessoas como minha mãe e amigos próximos ficaram imensamente felizes e já foram logo dando palpite sobre o sexo do bebê. Outras pessoas já sorriram só com o canto da boca, respiraram fundo e deram uns parabéns amarelado ou por pura educação. Outras sequer conseguiram disfarçar seus pensamentos e teceram comentários divididos por categoria, os irônicos diziam: “vocês são animados hein!” ou“vocês não tem TV em casa?”; os pseudo-entusiastas: “vocês são guerreiros!” ou“nossa, que coragem!”; os calculistas: “mais um? meu Deus!” ou “quem vai pagar suas contas?” ou “vocês planejaram isso?” ou “já marcaram a laqueadura de trompas?”; e por fim os dramáticos: “foi um acidente?” ou “como vocês vão viver?” .

Comentários à parte, estamos imensamente felizes com a chegada do caçula da vez. No entanto, a decisão de escrever esse artigo é fruto do desejo de fazer uma pequena partilha do que vivo como pai e defensor da cultura da vida e expressar um pouco algo que me incomoda muito na cultura que vivemos atualmente. 

Ah sim, você pode perguntar “E o que isso tem a ver com bioética?” Respondo: ABSOLUTAMENTE TUDO!!! Pois a bioética não pode ficar presa nos livros, conceitos e teorias, mas para defende-la e exercê-la com autoridade, é preciso antes de tudo acreditar nela na nossa própria vida. 

Ao observar a postura de certos casais diante da realidade dos filhos, tenho me perguntado: Por que alguns casais estão convencidos de que os filhos são verdadeiros estraga prazeres da vida conjugal? De onde vem esta mentalidade de que os filhos diminuem a qualidade de vida do casal? Por que existe tanto espaço para a cultura materialista que só consegue enxergar os filhos como potenciais consumidores, gastadores e devoradores de salário? Por que alguns pais querem dar aos filhos um padrão de vida que não possuem como se isso fosse a fórmula do sucesso pessoal e familiar? Por que as pessoas tem tanto pavor do trabalho que as crianças dão em casa, enquanto se matam no trabalho para cumprir metas e conseguir promoções? Por que o cansaço e as exigências com a educação dos filhos são tão rejeitados? Por que as mulheres valorizam tanto o trabalho fora de casa como se educar um filho em casa não fosse um serviço tão ou mais nobre à sociedade quanto qualquer outro trabalho? 

Passaria horas aqui somente escrevendo perguntas do tipo, mas esse não é meu objetivo, como também não é responde-las ou levantar um debate sobre cada um dos temas, isso daria um livro o qual eu não tenho competência para escrever.

Gostaria simplesmente de tentar descrever porque considero os filhos um dom preciosíssimo de Deus e uma verdadeira escola de amor. Nossos planos como casal nunca foram baseados no conforto, nem nas férias inesquecíveis na Disney, nem na casa dos sonhos, mas sempre foram baseados no papel que estávamos assumindo diante de Deus e da Igreja, ou seja, o compromisso de ser uma família. Não tenho nada contra as férias (aliás estou precisando das minhas), nem contra a Disney (dizem que é muito divertido), mas os que se casam confiando unicamente em planos materiais e só tomam decisões com a segurança da conta corrente não estão preparados para construir uma família que ama a Deus acima de todas as coisas e provavelmente não terão a fé como seu maior valor. Se você nunca pensou nisso ou simplesmente nem leva isso em consideração, sinceramente você tem meu respeito, mas, por experiência própria, posso garantir que o matrimônio como um empreendimento meramente humano perde uma dimensão que considero essencial. 

Recordo quando descobrimos a gravidez do nosso 3º filho, uma pessoa chegou para mim e disse: “Ih… agora vocês se danaram. Saiba que o mundo foi feito pra quem tem no máximo dois filhos!” Eu estava um pouco destemperado no momento e respondi sem medir muito as palavras, mas expressando o que se passava no fundo do meu coração: – “E quem disse que nós geramos filhos pensando neste mundo minha senhora?”. Ela arregalou os olhos e viu que eu tinha me ofendido, mas fui obrigado a continuar, especialmente porque eu sabia que ela já havia criticado um outro casal amigo. Eu concluí dizendo: – “Uma família católica gera filhos para povoar o Céu e não nossas cidades, queremos gerá-los para a eternidade, pois é lá que desejamos encontrá-los um dia, a herança que temos para deixar para nossos filhos é a fé, o amor de Deus e a santidade, todo resto é consequência. O bem estar que ofereço é aquele que Divina Providência nos conceder”… Pelo silêncio acho que ela acabou entendendo. Mas é exatamente isso! 

Um casal que rejeita o dom dos filhos ou se fecha irreversivelmente a essa possibilidade está invertendo em absoluto a razão de ser do matrimônio, do ato conjugal e do propósito de estarem unidos por um sacramento. Não estou aqui fazendo apologia à mera quantidade de filhos. Ninguém pode me acusar disso. Sobre esse assunto, o que digo é que existem quatro critérios que devemos adotar quando pensamos em ter filhos: 
1. A confiança na vontade de Deus e na Divina Providência deve ser maior que nossos fundos de investimentos. 
2. A quantidade de filhos não se calcula pela quantidade dos que já temos, mas pela generosidade com os que ainda podemos ter. 
3. O próximo filho será ainda mais exigente, portanto, nos fará crescer ainda mais na partilha e no amor. 
4. O melhor presente que posso dar aos meus filhos é o próximo irmão. 

Ou seja, não é simplesmente uma questão ter muitos filhos, mas ter o máximo que o casal puder. Quanto mais filhos um casal tiver, mais experimentarão da Providência de Deus. Não estou fazendo apologia à irresponsabilidade, mas à generosidade. 

Os filhos só terão sentido na vida de um casal e assim contribuir para a santidade da família se eles forem entendidos e acolhidos como dons de Deus e não como intrusos, vilões ou saqueadores de seu cheque especial. Você pode estar ai dizendo que isso é um exagero ou que eu vivo fora da realidade. Nada disso! Há momentos, não poucos, em que temos a impressão que os filhos exigem mais do que podemos dar, humana e financeiramente, ou que a educação que damos vai parar em qualquer outro lugar que não seja a cabecinha da criança. Isso tira qualquer um do sério, mas não justifica a rejeição dos filhos, nem a substituição do nosso papel na sua educação, muito menos achar que tudo que fizemos até hoje de nada valeu. Ultimamente, quando estou muito cansado e me pego rejeitando dar atenção ou calculando quanto amor vou dar a um filho, penso em três coisas, exatamente nessa ordem: 
1. Como São José agiria nesse momento? 
2. Nas crianças abortadas que não tiveram a chance de nascer.
3. Nas famílias que estão na fila da adoção na esperança de ter pelo menos um filho em casa. Pode parecer um pouco ingênuo, mas pelo menos funciona. 

Há duas coisas que vem junto com os filhos. Uma é inversa e outra diretamente proporcional à sua quantidade. O tempo livre será sempre inversamente proporcional e o cansaço sempre diretamente proporcional à quantidade de filhos. Isso não tem escapatória! Quanto ao tempo, não tem jeito, se não tivessem os filhos, seria ocupado com outra coisa, talvez até menos nobre. 

Nunca considero o tempo que passo com meus filhos uma perda, nem fico ponderando mentalmente o que eu poderia estar fazendo caso não estivesse ali com eles, pois isso seria uma espécie de traição e talvez diminuísse minha alegria de estar com eles. Não adianta, educação não se terceiriza e quem cai nessa cilada, muito cedo paga o preço. Educar os filhos exige muito mais esforço que os mais árduos trabalhos profissionais. Talvez por isso alguns preferem, consciente ou inconscientemente, distrair os filhos do que educá-los. Outros talvez tenham medo de colocar limites claros e dar punições para não perder a amizade dos filhos. Mas a realidade da boa educação exige exatamente o contrário. Meus filhos ainda são pequenos, ainda me idolatram como qualquer criança, mas tenho certeza que seria muito mais fácil eu perder a amizade futura dos meus filhos por não tê-los deixado aprender com as quedas do que pela liberdade que dei para aprenderem a caminhar com suas próprias pernas e entender que crescer e amadurecer dói. Educar é penoso e por vezes vergonhoso porque mostra muito mais os limites dos pais do que as capacidades dos filhos. Por isso, ao invés de fugir desta sadia responsabilidade, devemos abraça-la ainda com mais dedicação. 

Quanto ao cansaço, esse é uma marca do sofrimento físico de quem ama. Um corpo sem as marcas do sofrimento, das exigências de quem se doa ao outro é um corpo que reflete muito mais o que faço para mim do que o que faço pelos outros. O corpo de quem ama é esculpido pelo amor e não pelas academias, por isso, nossos melhores “personal trainers” são nossos filhos. Um corpo que se desgasta por amor é um corpo sarado sim, mas sarado no sentido de ser curado a todo instante de um possível egoísmo ou fechamento aos outros.

Sempre confesso meu cansaço ao cuidar das crianças, mas ajudar nas tarefas de casa, dar as refeições, conviver com meus filhos, poder sorrir com eles, ouvir suas palhaçadas, consolar as dores das suas quedas, fingir que eles são engraçados, dar atenção, corrigir seus erros, tirar as dúvidas brincar, contar histórias, escovar os dentes, brigar, cantar e rezar com eles é um grande presente de Deus. 

Concluo dizendo que só sabe educar quem decide amar. Definitivamente, amar não é uma emoção agradável, nem um sentimento gostoso, como descer numa montanha russa. Amor é uma decisão séria e comprometida que envolve em primeiro lugar a felicidade do outro e não a minha. Amar é um sim mútuo entre dois imperfeitos que se escolhem. Amar é decidir-se por fazer o que é melhor pelo outro ainda que isso custe o meu tempo, meus planos, meu sono, minha beleza, minhas últimas energias. Com alegria digo que Deus não me deu o dom da vida para ser retido, afinal, o que guardamos demais acaba perdendo a validade e apodrecendo. Nunca o cansativo cuidado com os meus filhos aliviou tanto meu cansaço.

Por fim, posso dizer, não se descansa apenas dormindo. Descansa-se acima de tudo amando e servindo aos outros. Quando se ama de verdade, até o sono é uma forma de amar, pois o repouso nos fará servir melhor aos outros ao despertar. Por essas e outras razões, posso afirmar que os filhos são uma escola de amor! 

Por Renato Guimarães Varges

Um bebê, um prodígio, uma lição contra os aborteiros

25 DE NOVEMBRO DE 2013

Um bebê, um prodígio, uma lição contra os aborteiros


Paulo Roberto Campos
prccampos@terra.com.br

Ward Miles Miller, um bebê nascido muito prematuramente — com apenas cinco meses e meio de gestação, com 12 cm de altura e pesando somente 700 gramas — causava toda a impressão de que não sobreviveria. Entretanto, graças a Deus, venceu “N” obstáculos para se recuperar, inclusive 100 dias penosos na UTI, e agora passa bem, brincando, esperneando, chorando, sorrindo como toda criancinha de um ano. 
O miudinho bebê com sua mãe e ele, já com um ano, devorando o bolo de aniversário
Seu pai, Benjamin Miller, que é fotógrafo com o pseudônimo de Benjamin Scot, filmou o primeiro ano da árdua vida do pequenino. O vídeo começa no Hospital Infantil Nationwide, em Columbus, Ohio (Estados Unidos), com a extremosa mãe Lyndsey Miller, com ajuda de enfermeiras, pegando carinhosamente seu bebezinho. Lyndsey sorri para a câmera, mas muito emocionada não consegue conter as lacrimas.

No dia 31 de outubro p.p., o vídeo foi postado no YouTube a fim de comemorar o primeiro ano do neném e já ultrapassou a cifra de 1 milhão de visualizações! Não deixe de assisti-lo e também de divulgar esta bela notícia — uma bela lição de vida contra os aborteiros de plantão que, como abutres, rodam os hospitais à procura de vítimas para serem exterminadas e, assim, favorecer a indústria do aborto e deixar mães traumatizadas.


O pai do pequenino Ward declarou sobre o vídeo que mostra a progressiva recuperação da criança: “A filmagem resume o primeiro ano de meu filho. Nasceu muito prematuro e teve que superar muitos e grandes obstáculos, mas não maiores que nosso Deus. Esta é uma história do amor de uma mãe por seu bebê”.

Dessa extremosa mãe, que sacrificou seu tempo para se dedicar inteiramente ao filho, bem se poderia aplicar as palavras do Papa Pio XII: “Felizes aquelas crianças que encontram na mãe junto do berço um segundo anjo da guarda para a inspiração e o caminho do bem!”  


GALERIA DE FOTOS [Cortesia de Benjamin Scot]
“Felizes aquelas crianças que encontram na mãe junto do berço um segundo anjo da guarda para a inspiração e o caminho do bem!”
(Papa Pio XII)

“Se a palavra submissa incomoda, queimai a Bíblia”



Cid Alencastro 
Revista Catolicismo, Nº 757, janeiro/2013 
A jornalista italiana Costanza Miriano [foto], que trabalha na RAI (Rádio e TV italiana, estatal), gerou uma grande polêmica com a publicação de seu corajoso livro "Casa e sê submissa" (Sposati e sii sottomessa) [foto abaixo], um best-seller na Itália, já traduzido na Espanha por iniciativa da Arquidiocese de Granada. 


Neste último país, em apenas uma semana, o livro foi objeto de uma polêmica que chegou ao Congresso. A esquerda estremeceu. O Partido Socialista (PSOE) pediu ao governo que tome medidas para evitar que a obra faça“apología do machismo”. Furiosa, a deputada socialista Carmen Montón diz que o livro “não contribui para a luta contra a violência de gênero, pois joga lenha ao fogo da violência machista”. 



Também a Esquerda Unida (IU) reagiu, pedindo à Promotoria de Granada que intervenha contra a edição e a venda da obra, com base no delito de “apologia da violência contra as mulheres”. 

A autora, 42 anos, mãe de quatro filhos, residente em Roma, diz que sua fonte de inspiração é o Apóstolo São Paulo e apresenta citações recolhidas na Bíblia. Por isso, mostra-se surpresa com toda essa polêmica. Em entrevista ao jornal espanhol “El País” (17-11-13), afirma:  

“Estou consternada por imaginar que podem censurar o livro, que contém ideias que a Igreja proclama ao mundo desde sempre. De início imprimi apenas 1.200 copias. Telefonei para minha família com a esperança de que pelo menos comprassem uma meia dúzia. Mas depois o livro teve muitas edições, mais de vinte, creio”. 

O entrevistador diz que o livro está sendo acusado de defender a violência contra as mulheres. Constanza responde:

“Em que ponto exato eu exorto, defendo, desculpo, justifico ou menciono a violência, mesmo remotamente? Em que momento digo algo disso? Onde? Com que palavras? A única violência que vejo em tudo isto é a que estão fazendo contra mim, que também sou mulher. Uma agressão indignante. Não se pode lançar acusações ao ar. 

“Não escrevi um tratado de sociologia. Olhei para a minha realidade e a de meus amigos, e nossos problemas são como ser feliz com nossos maridos, como amar melhor, como cuidar deles e como pedir que cuidem de nós, como manter unidos todos os papéis que tem uma mulher moderna: mulher, mãe, trabalhadora, mulher de fé que cultiva o espírito, mas que também aprecia cuidar de seu corpo. Quem imaginaria que meus escritos iriam ser lidos por 50.000 pessoas na Itália e no Exterior? 

“Cristo morreu por sua esposa, a Igreja. Um homem que segue os mandamentos é um homem disposto a morrer por sua esposa. A esposa, segundo a Igreja, é uma esposa dócil face a um homem dócil, generoso. É a lógica cristã”.

O entrevistador insiste na questão da suposta violência. 

“Se o que incomoda é a palavra submissa, então queimai todas as cópias da Bíblia. Nesse caso, será para mim uma honra ir para a fogueira”. 

Constanza se refere aqui à seguinte exortação do Apóstolo São Paulo: “As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor [...] Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef 5, 22-25). 

Encerra a autora: “Como a Igreja, eu recuso a palavra gênero. Creio que há dois sexos, não gêneros. Ademais, eu rechaço a violência. Basta-me o quinto mandamento: ‘Não matarás’. Isso significa não matar as crianças (inclusive dentro do útero, porque a violência aí se dá em evidente desproporção entre a vítima e o verdugo), não matar mulheres, não matar homens”.

Ideologia de gênero deve ser combatida, pois visa destruir a família


15 DE ABRIL DE 2014

Ideologia de gênero deve ser combatida, pois visa destruir a família


No campo político põe em movimento a apologia a tais transgressões, utilizando-se de eufemismos e sutilezas de linguagem, com o discurso emocionalista de não discriminação

Prof. Hermes Rodrigues Nery
Agência Zenit, 14-04-2014



A ideologia de gênero tornou-se uma ferramenta política e "um conceito-chave da reengenharia social anti-cristã para subverter o conceito de família", como afirma o Monsenhor Juan Cláudio Sanahuja. E mais, ele explica que "a ONU adota a perspectiva  de gênero no começo dos anos 90. Assim nos apresenta e quer impor-nos uma visão anti-natural de sexualidade autoconstruída a serviço do prazer".  E para isso surtir efeito, a médio prazo, faz-se necessário difundir nas escolas a ideologia de gênero, para quebrar as resistências contra a cultura que quer se impor. A educação sexual então está imbuída fortemente desta ideologia contrária à família, com uma visão reducionista da dimensão da pessoa humana. O fato é que existem somente duas identidades sexuais, daí a realidade humana na distinção "homem e mulher". Institucionalizar uma outra situação fora desta realidade, verdadeiramente humana, é desconhecer com profundidade a essência e a natureza da pessoa humana, e mais ainda: agravar os fatores da violência contra o ser humano, em todos os aspectos. É despessoalizar o ser humano e torná-lo fragilizado e vulnerável a toda e qualquer violência.

A crise da identidade em nosso tempo se explica numa sociedade sempre mais pulverizada  na atomização do indivíduo, que se vê perdido na volúpia de uma sociedade consumista, de falsas necessidades, que coloca o prazer como finalidade e aniquila o indivíduo desarraigado e desterritorializado, na lógica do descartável, sem ter ao que se ater, sem contar mais com a família como suporte, porque, com a ideologia de gênero, a família é descaracterizada e diluída, dissolvida enquanto instituição primeira e principal da sociedade. Daí o grande mal-estar de muitos diante dos apelos da anarquia sexual difundida pelos meios de comunicação, na promoção da homossexualidade e de outras perversões e transgressões, que medram mais facilmente na sociedade atomizada, de híper-consumismo. Daí ser necessário por um dique a tudo isso, para salvaguardar a instituição primeira e principal, sem a qual o ser humano não tem como subsistir e se realizar como pessoa.

Todas estas formas de agressão, se não forem contidas, se tornarão grilhões culturais a asfixiar a pessoalidade de cada ser humano. No campo político, a ideologia de gênero põe em movimento a apologia a tais transgressões, utilizando-se de eufemismos e sutilezas de linguagem, com o discurso emocionalista de não discriminação, para avançar ainda mais numa agenda que discrimina a família. E mais: visando destruí-la, com a corrosão dos princípios e valores cristãos, que a defendem, por inteiro. 

O ideário de gênero (mais uma expressão de idealismo totalmente irreal) proposto então pelo PNDH3, e que se quer agora incluir no PNE, perverte a finalidade social das instituições nascidas para defender a pessoa daquilo que a despessoaliza. Com uma educação sexual assim, a escola se torna um lugar perigoso, um barril de pólvora que certamente irá explodir com danos sociais inimagináveis. Por isso, nos empenhamos no combate em favor da vida e da família, por uma escola que promova verdadeiramente a família como suporte da pessoa humana.




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13 DE ABRIL DE 2014