domingo, 14 de abril de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
SOMO CHAMADOS POR DEUS TAL COMO SOMOS!
QUERIDOS AMIGOS, QUE COMIGO PUDERAM COMPARTILHAR TANTOS MOMENTOS, MENSAGENS, PENSAMENTOS, DE COISAS QUE FALAVAM DE COMO ESTAVA O MEU CORAÇÃO!...HOJE, DIA 10 DE ABRIL DE 2013 SERÁ UM DIA INESQUECÍVEL PARA MIM!,...QUERIA TAMBÉM ESSE MOMENTO COMPARTILHAR COM TODOS QUE GOSTAM DE MIM E VEM ACOMPANHANDO ESSES DOIS ÚLTIMOS ANOS DE MINHA VIDA TAMBÉM ATRAVÉS DO FACEBOOK...E OUTROS QUE MAIS INTIMAMENTE ME VIRAM CAMINHAR PESSOALMENTE RUMO A MINHA DESCOBERTA MARAVILHOSA!...SIM...FAZ JÁ ALGUM TEMPO QUE DESCOBRI ALGO MARAVILHOSO EM MINHA VIDA...ALGO QUE DESDE PEQUENA FAZIA
PARTE DE MINHA VIDA DE MANEIRA MEIO DISTANTE...COMO SE FOSSE NUM LIVRO DE HISTÓRIA...PASSOU A FAZER PARTE DA MINHA VIDA DE MANEIRA REAL, VIVA,...PASSOU A FAZER A MINHA HISTÓRIA VIVIDA E CONTADA POR MIM MESMA...ALGO EXTRAORDINÁRIO ACONTECEU E CONTINUOU ACONTECENDO...DEVAGARZINHO ATÉ FICAR TÃO IMENSO QUE ENGLOBOU TODO O MEU VIVER...SIMPLESMENTE DESCOBRI JESUS...DESCOBRI O MEU QUERIDO E AMADO JESUS...DEUS ME CHAMOU ATRAVÉS DE SEU FILHO E ELE,JESUS, MOSTROU SUA FACE PARA MIM, ATRAVÉS DE PESSOAS E ACONTECIMENTOS...E DEPOIS DISSO NUNCA MAIS PUDE SER A MESMA...A EMILIA ANTIGA FOI MORRENDO AOS POUCOS E UMA EMILIA NOVA FOI NASCENDO DIA A DIA...E AINDA CONTINUA A NASCER, SE DESCOBRIR E CRESCER...SINTO UMA IMENSA ALEGRIA EM DIZER QUE HOJE ESTAREI AO LADO DO MEU MARIDO DENYS, DISCIPULANDO NA COMUNIDADE FACE DE CRISTO, ESSA COMUNIDADE CUJO O CARÍSMA É A SANTIDADE NO MATRIMÔNIO E NA FAMÍLIA...E QUE FOI NESSA COMUNIDADE QUE JESUS NOS CHAMOU( A MIM E A DENYS)...PARA SERMOS SEUS DISCIPULOS ...E LA ESTAREMOS NÓS... NESSE DIA 10 DE ABRIL, DANDO NOSSO SIM, SABENDO QUE NUNCA ESTAREMOS PRONTOS E NEM SEREMOS DIGNOS PARA TORNAR-NOS DISCIPULOS DELE...MAS COMO BEM SEMPRE CITAVA O NOSSO PAPA EMERITO BENTO XVI: DEUS SE UTILIZA DE INSTRUMENTOS INSUFICIENTES PARA FAZER A SUA OBRA...E AQUI ESTAMOS NÓS, DEPOIS DE DOIS ANOS DE PREPARAÇÃO E MUITA DEDICAÇÃO PRESTE A SERVI-LO SEMPRE...DAR UM SIM DE AMOR!...POIS O AMO MUITISSIMO, NÃO IMAGINO MAIS MINHA VIDA SEM SUA PALAVRA, SUA PRESENÇA SANTIFICANTE, SEU AMOR DESCONCERTANTE E ESSE GRANDE CHAMADO...PORQUE ELE ESCOLHEU A MINHA FAMÍLIA PARA SERVIR-LO ASSIM????!!!AINDA NÃO SEI...SÓ SEI QUE NÃO TEM MAIS VOLTA! E NÃO QUERO MESMO QUE TENHA...ENCONTREI O SENTIDO DA MINHA VIDA!, ENCONTREI O PORQUE DE TUDO...ENCONTREI O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA VERDADEIRA...QUERO VIVER PARA ELE E CONSUMIR MINHA VIDA PARA ELE E NELE!...E TENHO CERTEZA QUE EU E MINHA LINDA FAMILIA( TODOS OS 5 MEMBROS) TODOS NÓS SERVIREMOS SEMPRE AO SENHOR!...
ESTOU AQUI JESUS, SOU SUA PLANTINHA DELICADA SENDO REGADA COM TODO ESSE AMOR QUE SINTO DENTRO DO MEU CORAÇÃO!, UM AMOR QUE SEMPRE CURA, RESTAURA, FORTALECE, ILUMINA E FAZ DE MIM UMA MISSIONÁRIA, DISCÍPULA E ETERNAMENTE IMPELIDA A SER MENSAGEIRA TUA!...NINGUÉM MAIS ME SEPARARÁ DO AMOR DE CRISTO!,NEM A TRIBULAÇÃO!,NEM A ANGUSTIA,NEM A PERSEGUIÇÃO, NEM A FOME,NEM A NUDEZ,NEM O PERIGO,NEM A ESPADA!...MESMO ESTANDO SEMPRE EM OBRAS SEMPRE SEREI TUA!, TUA FILHA, TUA DISCIPULA, TUA SEGUIDORA....QUERO ME UNIR A TI E ME CONSAGRAR AO TEU CORAÇÃO, TE SERVINDO HUMILDEMENTE ATÉ O DIA DE MINHA MORTE...ME SANTIFICAR E UM DIA PODER ENTRAR NO REINO DO CÉU E PARA SEMPRE VIVER EM DEUS É MEU MAIOR SONHO!...SIM, ASSIM COMO SANTA TERESINHA EU QUERO SER SANTA!, MESMO SENDO TÃO PEQUENINA EU QUERO VOAR COMO UM PASSARINHO NAS ASAS DO MEU SENHOR!...
ESSE É O DIA QUE DAREI MEU SIM AO SENHOR SOLENEMENTE...SELEI MEU AMOR COM ELE E DE AGORA EM DIANTE MINHA VIDA SERÁ TENTAR ME APROXIMAR DO MEU SENHOR CADA VEZ MAIS!...E FAZER A FACE DE CRISTO RESPLANDECER EM MIM, NO MEU MATRIMÔNIO E NA MINHA FAMÍLIA
domingo, 7 de abril de 2013
MENSAGENS DE BENTO XVI
A Graça, concedida por Deus e comunicada através do Mistério do Verbo encarnado, é uma dádiva absolutamente gratuita com que a natureza é curada, fortalecida e ajudada a perseguir o desejo inato no coração de cada homem e de cada mulher: a felicidade.
"... o primeiro compromisso missionário de cada um de nós é a oração. é principalmente rezando que se prepara o caminho para o Evangelho; é orando que se abrem os corações ao mistério de Deus e que se dispõem os espíritos ao acolhimento da Palavra de salvação."
"A missão universal envolve todos, tudo e sempre. O Evangelho não é um bem exclusivo de quem o recebeu, mas é um dom a partilhar, uma boa notícia a comunicar. E este dom-empenho está confiado não só a algumas pessoas, mas a todos os batizados...'
"Encontro-me diante do último trecho do percurso da minha vida e não sei o que me espera. Contudo, sei que a luz de Deus está presente, que Ele ressuscitou, que a sua luz é mais forte do que toda a obscuridade; que a bondade de Deus é maior do que todo o mal deste mundo. E isto ajuda-me a prosseguir com segurança. Isto ajuda-nos a ir em frente e neste momento agradeço de coração a quantos me fazem ouvir continuamente o «sim» de Deus através da sua fé."
"Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e a dar-lhe aquilo que se possui de bem, de verdade e de beleza."
No actual contexto social e cultural, em que aparece generalizada a tendência de relativizar a verdade, viver a caridade na verdade leva a compreender que a adesão aos valores do cristianismo é um elemento útil e mesmo indispensável para a construção duma boa sociedade e dum verdadeiro desenvolvimento humano integral.
O serviço a Deus e aos irmãos, a doação de si mesmo: esta é a lógica que a fé autêntica imprime e gera na nossa existência quotidiana, mas que está em contradição com o estilo mundano do poder e da glória
A Igreja é o lugar de encontro com o Filho de Deus vivo e, deste modo, constitui o lugar de encontro entre nós. Esta é a alegria que Deus nos concede: que Ele se fez um de nós...
Com as palavras e com os gestos o querido João Paulo II não se cansou de indicar ao mundo que se o homem se deixa abraçar por Cristo, não mortifica a riqueza da sua humanidade; se adere a Ele com todo o coração, nada lhe faltará. Ao contrário, o encontro com Cristo torna a nossa vida mais apaixonante...
A santidade não é um luxo, não é um privilégio para poucos, uma meta impossível para um homem normal; na realidade, ela é o destino comum de todos os homens chamados a ser filhos de Deus, a vocação universal de todos os baptizados.
A fidelidade ao homem exige a fidelidade à verdade, a única que é garantia de liberdade... e da possibilidade dum desenvolvimento humano integral.
Não é o evitar o sofrimento, a fuga diante da dor, que cura o homem, mas a capacidade de aceitar a tribulação e nela amadurecer, de encontrar o seu sentido através da união com Cristo, que sofreu com infinito amor.
Queridos irmãos e irmãs, olhemos para Cristo trespassado na Cruz! é Ele a revelação mais perturbadora do amor de Deus... Na Cruz é o próprio Deus que mendiga o amor da sua criatura: Ele tem sede do amor de cada um de nós.
Não aparece a inteligência e depois o amor: há o amor rico de inteligência e a inteligência cheia de amor.
... temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora.
"... não se pode falar da nova evangelização sem uma disposição sincera de conversão. Deixar-se reconciliar com Deus e com o próximo (cf. 2 Cor 5,20) é a via mestra da nova evangelização."
Condição preliminar para a paz é o desmantelamento da ditadura do relativismo e da apologia duma moral totalmente autónoma, que impede o reconhecimento de quão imprescindível seja a lei moral natural inscrita por Deus na consciência de cada homem.
Maria é Aquela que acreditou e, do seu seio, correram rios de água viva, que vêm regar a história dos homens.
O homem tem em si uma sede de infinito, uma saudade de eternidade, uma busca de beleza, um desejo de amor, uma necessidade de luz e de verdade, que o impelem rumo ao Absoluto; o homem tem em si o desejo de Deus.
Voltai a despertar em nós o respeito por cada vida humana nascente,
tornai-nos capazes de entrever
no fruto do ventre materno
a obra admirável do Criador,
disponde os nossos corações
ao acolhimento generoso de cada criança que está para nascer.
A paz é fruto da justiça e efeito da caridade. é, antes de mais nada, dom de Deus.
Dizei-lhes que é belo ser amigo de Jesus e que vale a pena segui-Lo.
"Por isso a vocação para o amor é aquilo que faz com que o homem seja a autêntica imagem de Deus: ele torna-se semelhante a Deus na medida em que ama."
Quem reza nunca perde a esperança, mesmo quando se encontra em situações difíceis e até humanamente desesperadas...
O silêncio é capaz de escavar um espaço interior no nosso íntimo, para ali fazer habitar Deus, para que a sua Palavra permaneça em nós, a fim de que o amor por Ele se arraigue na nossa mente e no nosso coração, e anime a nossa vida.
"... o primeiro compromisso missionário de cada um de nós é a oração. é principalmente rezando que se prepara o caminho para o Evangelho; é orando que se abrem os corações ao mistério de Deus e que se dispõem os espíritos ao acolhimento da Palavra de salvação."
"A missão universal envolve todos, tudo e sempre. O Evangelho não é um bem exclusivo de quem o recebeu, mas é um dom a partilhar, uma boa notícia a comunicar. E este dom-empenho está confiado não só a algumas pessoas, mas a todos os batizados...'
"Encontro-me diante do último trecho do percurso da minha vida e não sei o que me espera. Contudo, sei que a luz de Deus está presente, que Ele ressuscitou, que a sua luz é mais forte do que toda a obscuridade; que a bondade de Deus é maior do que todo o mal deste mundo. E isto ajuda-me a prosseguir com segurança. Isto ajuda-nos a ir em frente e neste momento agradeço de coração a quantos me fazem ouvir continuamente o «sim» de Deus através da sua fé."
"Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e a dar-lhe aquilo que se possui de bem, de verdade e de beleza."
No actual contexto social e cultural, em que aparece generalizada a tendência de relativizar a verdade, viver a caridade na verdade leva a compreender que a adesão aos valores do cristianismo é um elemento útil e mesmo indispensável para a construção duma boa sociedade e dum verdadeiro desenvolvimento humano integral.
O serviço a Deus e aos irmãos, a doação de si mesmo: esta é a lógica que a fé autêntica imprime e gera na nossa existência quotidiana, mas que está em contradição com o estilo mundano do poder e da glória
A Igreja é o lugar de encontro com o Filho de Deus vivo e, deste modo, constitui o lugar de encontro entre nós. Esta é a alegria que Deus nos concede: que Ele se fez um de nós...
Com as palavras e com os gestos o querido João Paulo II não se cansou de indicar ao mundo que se o homem se deixa abraçar por Cristo, não mortifica a riqueza da sua humanidade; se adere a Ele com todo o coração, nada lhe faltará. Ao contrário, o encontro com Cristo torna a nossa vida mais apaixonante...
A santidade não é um luxo, não é um privilégio para poucos, uma meta impossível para um homem normal; na realidade, ela é o destino comum de todos os homens chamados a ser filhos de Deus, a vocação universal de todos os baptizados.
A fidelidade ao homem exige a fidelidade à verdade, a única que é garantia de liberdade... e da possibilidade dum desenvolvimento humano integral.
Não é o evitar o sofrimento, a fuga diante da dor, que cura o homem, mas a capacidade de aceitar a tribulação e nela amadurecer, de encontrar o seu sentido através da união com Cristo, que sofreu com infinito amor.
Queridos irmãos e irmãs, olhemos para Cristo trespassado na Cruz! é Ele a revelação mais perturbadora do amor de Deus... Na Cruz é o próprio Deus que mendiga o amor da sua criatura: Ele tem sede do amor de cada um de nós.
Não aparece a inteligência e depois o amor: há o amor rico de inteligência e a inteligência cheia de amor.
... temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora.
"... não se pode falar da nova evangelização sem uma disposição sincera de conversão. Deixar-se reconciliar com Deus e com o próximo (cf. 2 Cor 5,20) é a via mestra da nova evangelização."
Condição preliminar para a paz é o desmantelamento da ditadura do relativismo e da apologia duma moral totalmente autónoma, que impede o reconhecimento de quão imprescindível seja a lei moral natural inscrita por Deus na consciência de cada homem.
Maria é Aquela que acreditou e, do seu seio, correram rios de água viva, que vêm regar a história dos homens.
O homem tem em si uma sede de infinito, uma saudade de eternidade, uma busca de beleza, um desejo de amor, uma necessidade de luz e de verdade, que o impelem rumo ao Absoluto; o homem tem em si o desejo de Deus.
Voltai a despertar em nós o respeito por cada vida humana nascente,
tornai-nos capazes de entrever
no fruto do ventre materno
a obra admirável do Criador,
disponde os nossos corações
ao acolhimento generoso de cada criança que está para nascer.
A paz é fruto da justiça e efeito da caridade. é, antes de mais nada, dom de Deus.
Dizei-lhes que é belo ser amigo de Jesus e que vale a pena segui-Lo.
"Por isso a vocação para o amor é aquilo que faz com que o homem seja a autêntica imagem de Deus: ele torna-se semelhante a Deus na medida em que ama."
Quem reza nunca perde a esperança, mesmo quando se encontra em situações difíceis e até humanamente desesperadas...
O silêncio é capaz de escavar um espaço interior no nosso íntimo, para ali fazer habitar Deus, para que a sua Palavra permaneça em nós, a fim de que o amor por Ele se arraigue na nossa mente e no nosso coração, e anime a nossa vida.
MENSAGENS QUE MARCARAM DO PAPA FRANCISCO
Queridos irmãos e irmãs,
Retomamos hoje as Catequeses do Ano da Fé, tratando da Ressurreição de Jesus, centro da mensagem cristã. Esta verdade de fé insere a nossa existência num horizonte de esperança aberto ao futuro de Deus, à felicidade plena, à certeza que o pecado e a morte podem ser vencidos. E esta certeza que a fé nos dá fé permite que vivamos com mais confiança as realidades quotidianas, enfrentando-as com mais coragem e dedicação, na certeza de que Cristo é a nossa força. No Novo Testamento, Jesus Ressuscitado se encontra com diversas testemunhas, primeiramente com um grupo de mulheres, em seguida com Pedro, depois com mais de quinhentas pessoas, até o encontro com Paulo, na estrada de Damasco. Também nós podemos reconhecer e encontrar o Ressuscitado: na Sagrada Escritura; na Eucaristia, onde Jesus se faz presente a nos faz entrar em comunhão com Ele; na caridade, quando os gestos de amor, bondade, misericórdia e perdão fazem resplandecer um raio da Ressurreição no mundo.
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO NA VIGÍLIA PASCAL
HOMILIA DO SANTO PADRE FRANCISCO
Basílica VaticanaSábado Santo, 30 de março de 2013
Amados irmãos e irmãs!
1. No Evangelho desta noite luminosa da Vigília Pascal, encontramos em primeiro lugar as mulheres que vão ao sepulcro de Jesus levando perfumes para ungir o corpo d’Ele (cf. Lc 24, 1-3). Vão cumprir um gesto de piedade, de afeto, de amor, um gesto tradicionalmente feito a um ente querido falecido, como fazemos nós também. Elas tinham seguido Jesus, ouviram-No, sentiram-se compreendidas na sua dignidade e acompanharam-No até ao fim no Calvário e ao momento da descida do seu corpo da cruz. Podemos imaginar os sentimentos delas enquanto caminham para o túmulo: tanta tristeza, tanta pena porque Jesus as deixara; morreu, a sua história terminou. Agora se tornava à vida que levavam antes. Contudo, nas mulheres, continuava o amor, e foi o amor por Jesus que as impelira a irem ao sepulcro. Mas, chegadas lá, verificam algo totalmente inesperado, algo de novo que lhes transtorna o coração e os seus programas e subverterá a sua vida: vêem a pedra removida do sepulcro, aproximam-se e não encontram o corpo do Senhor. O caso deixa-as perplexas, hesitantes, cheias de interrogações: «Que aconteceu?», «Que sentido tem tudo isto?» (cf. Lc 24, 4). Porventura não se dá o mesmo também conosco, quando acontece qualquer coisa de verdadeiramente novo na cadência diária das coisas? Paramos, não entendemos, não sabemos como enfrentá-la. Frequentemente mete-nos medo a novidade, incluindo a novidade que Deus nos traz, a novidade que Deus nos pede. Fazemos como os apóstolos, no Evangelho: muitas vezes preferimos manter as nossas seguranças, parar junto de um túmulo com o pensamento num defunto que, no fim de contas, vive só na memória da história, como as grandes figuras do passado. Tememos as surpresas de Deus. Queridos irmãos e irmãs, na nossa vida, temos medo das surpresas de Deus! Ele não cessa de nos surpreender! O Senhor é assim.
Irmãos e irmãs, não nos fechemos à novidade que Deus quer trazer à nossa vida! Muitas vezes sucede que nos sentimos cansados, desiludidos, tristes, sentimos o peso dos nossos pecados, pensamos que não conseguimos? Não nos fechemos em nós mesmos, não percamos a confiança, não nos demos jamais por vencidos: não há situações que Deus não possa mudar; não há pecado que não possa perdoar, se nos abrirmos a Ele.
2. Mas voltemos ao Evangelho, às mulheres, para vermos mais um ponto. Elas encontram o túmulo vazio, o corpo de Jesus não está lá… Algo de novo acontecera, mas ainda nada de claro resulta de tudo aquilo: levanta questões, deixa perplexos, sem oferecer uma resposta. E eis que aparecem dois homens em trajes resplandecentes, dizendo: «Porque buscais o Vivente entre os mortos? Não está aqui; ressuscitou!» (Lc 24, 5-6). E aquilo que começara como um simples gesto, certamente cumprido por amor – ir ao sepulcro –, transforma-se em acontecimento, e num acontecimento tal que muda verdadeiramente a vida. Nada mais permanece como antes, e não só na vida daquelas mulheres mas também na nossa vida e na nossa história da humanidade. Jesus não é um morto, ressuscitou, é o Vivente! Não regressou simplesmente à vida, mas é a própria vida, porque é o Filho de Deus, que é o Vivente (cf. Nm 14, 21-28; Dt 5, 26, Js 3, 10). Jesus já não está no passado, mas vive no presente e lança-Se para o futuro; Jesus é o «hoje» eterno de Deus. Assim se apresenta a novidade de Deus diante dos olhos das mulheres, dos discípulos, de todos nós: a vitória sobre o pecado, sobre o mal, sobre a morte, sobre tudo o que oprime a vida e lhe dá um rosto menos humano. E isto é uma mensagem dirigida a mim, a ti, amada irmã, a ti amado irmão. Quantas vezes precisamos que o Amor nos diga: Porque buscais o Vivente entre os mortos? Os problemas, as preocupações de todos os dias tendem a fechar-nos em nós mesmos, na tristeza, na amargura… e aí está a morte. Não procuremos aí o Vivente! Aceita então que Jesus Ressuscitado entre na tua vida, acolhe-O como amigo, com confiança: Ele é a vida! Se até agora estiveste longe d’Ele, basta que faças um pequeno passo e Ele te acolherá de braços abertos. Se és indiferente, aceita arriscar: não ficarás desiludido. Se te parece difícil segui-Lo, não tenhas medo, entrega-te a Ele, podes estar seguro de que Ele está perto de ti, está contigo e dar-te-á a paz que procuras e a força para viver como Ele quer.
3. Há ainda um último elemento, simples, que quero sublinhar no Evangelho desta luminosa Vigília Pascal. As mulheres se encontram com a novidade de Deus: Jesus ressuscitou, é o Vivente! Mas, à vista do túmulo vazio e dos dois homens em trajes resplandecentes, a primeira reação que têm é de medo: «amedrontadas – observa Lucas –, voltaram o rosto para o chão», não tinham a coragem sequer de olhar. Mas, quando ouvem o anúncio da Ressurreição, acolhem-no com fé. E os dois homens em trajes resplandecentes introduzem um verbo fundamental: lembrai. «Lembrai-vos de como vos falou, quando ainda estava na Galiléia (...) Recordaram-se então das suas palavras» (Lc24, 6.8). Este é o convite a fazer memória do encontro com Jesus, das suas palavras, dos seus gestos, da sua vida; e é precisamente este recordar amorosamente a experiência com o Mestre que faz as mulheres superarem todo o medo e levarem o anúncio da Ressurreição aos Apóstolos e a todos os restantes (cf. Lc 24, 9). Fazer memória daquilo que Deus fez e continua a fazer por mim, por nós, fazer memória do caminho percorrido; e isto abre de par em par o coração à esperança para o futuro. Aprendamos a fazer memória daquilo que Deus fez na nossa vida.
Nesta Noite de luz, invocando a intercessão da Virgem Maria, que guardava todos os acontecimentos no seu coração (cf. Lc 2, 19.51), peçamos ao Senhor que nos torne participantes da sua Ressurreição: que nos abra à sua novidade que transforma, às surpresas de Deus, que são tão belas; que nos torne homens e mulheres capazes de fazer memória daquilo que Ele opera na nossa história pessoal e na do mundo; que nos torne capazes de O percebermos como o Vivente, vivo e operante no meio de nós; que nos ensine, queridos irmãos e irmãs, cada dia a não procurarmos entre os mortos Aquele que está vivo. Assim seja.
Mensagens do papa Bento XVI
"O fato de Deus ter criado a luz significa que Ele criou o mundo como espaço de conhecimento e de verdade, espaço de encontro e de liberdade, espaço do bem e do amor. A matéria-prima do mundo é boa; o próprio ser é bom. E o mal não vem do ser que é criado por Deus, mas existe só em virtude da sua negação. É o «não»." Papa Bento XVI
"A Páscoa é a festa da nova criação. Jesus ressuscitou e nunca mais morre. "
Na Páscoa, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Deus disse novamente: «Faça-se a luz!». Antes tinham vindo a noite do Monte das Oliveiras, o eclipse solar da paixão e morte de Jesus, a noite do sepulcro. Mas, agora, é de novo o primeiro dia; a criação recomeça inteiramente nova. «Faça-se a luz!»: disse Deus. «E a luz foi feita». Jesus ressuscita do sepulcro. A vida é mais forte que a morte. O bem é mais forte que o mal. O amor é mais forte que o ódio. A verdade é mais forte que a mentira. A escuridão dos dias anteriores dissipou-se no momento em que Jesus ressuscita do sepulcro e Se torna, Ele mesmo, pura luz de Deus. Isto, porém, não se refere somente a Ele, nem se refere apenas à escuridão daqueles dias. Com a ressurreição de Jesus, a própria luz é novamente criada. Ele atrai-nos a todos, levando-nos atrás de Si para a nova vida da ressurreição e vence toda a forma de escuridão. Ele é o novo dia de Deus, que vale para todos nós.
Por meio do sacramento do Batismo e da profissão da fé, o Senhor construiu uma ponte até nós, pela qual o novo dia nos alcança. No Batismo, o Senhor diz a quem o recebe: Fiat lux – faça-se a luz. O novo dia, o dia da vida indestrutível chega também a nós. Cristo toma-te pela mão. Daqui para a frente, serás sustentado por Ele e assim entrarás na luz, na vida verdadeira. Por isso, a Igreja antiga designou o Batismo como «photismos – iluminação».
Neste momento, peçamos ao Senhor que nos faça sentir a alegria da sua luz, de modo que nós mesmos nos tornemos portadores da sua luz, para que, através da Igreja, o esplendor do rosto de Cristo entre no mundo (cf. LG 1).
"A Páscoa é a festa da nova criação. Jesus ressuscitou e nunca mais morre. "
Na Páscoa, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Deus disse novamente: «Faça-se a luz!». Antes tinham vindo a noite do Monte das Oliveiras, o eclipse solar da paixão e morte de Jesus, a noite do sepulcro. Mas, agora, é de novo o primeiro dia; a criação recomeça inteiramente nova. «Faça-se a luz!»: disse Deus. «E a luz foi feita». Jesus ressuscita do sepulcro. A vida é mais forte que a morte. O bem é mais forte que o mal. O amor é mais forte que o ódio. A verdade é mais forte que a mentira. A escuridão dos dias anteriores dissipou-se no momento em que Jesus ressuscita do sepulcro e Se torna, Ele mesmo, pura luz de Deus. Isto, porém, não se refere somente a Ele, nem se refere apenas à escuridão daqueles dias. Com a ressurreição de Jesus, a própria luz é novamente criada. Ele atrai-nos a todos, levando-nos atrás de Si para a nova vida da ressurreição e vence toda a forma de escuridão. Ele é o novo dia de Deus, que vale para todos nós.
Por meio do sacramento do Batismo e da profissão da fé, o Senhor construiu uma ponte até nós, pela qual o novo dia nos alcança. No Batismo, o Senhor diz a quem o recebe: Fiat lux – faça-se a luz. O novo dia, o dia da vida indestrutível chega também a nós. Cristo toma-te pela mão. Daqui para a frente, serás sustentado por Ele e assim entrarás na luz, na vida verdadeira. Por isso, a Igreja antiga designou o Batismo como «photismos – iluminação».
Neste momento, peçamos ao Senhor que nos faça sentir a alegria da sua luz, de modo que nós mesmos nos tornemos portadores da sua luz, para que, através da Igreja, o esplendor do rosto de Cristo entre no mundo (cf. LG 1).
sexta-feira, 5 de abril de 2013
PAPA BENTO E ALGUMAS PALAVRAS PARA REFLETIR SEMPRE
"A Graça, concedida por Deus e comunicada através do Mistério do Verbo encarnado, é uma dádiva absolutamente gratuita com que a natureza é curada, fortalecida e ajudada a perseguir o desejo inato no coração de cada homem e de cada mulher: a felicidade" PAPA BENTO XVI
"... o primeiro compromisso missionário de cada um de nós é a oração. é principalmente rezando que se prepara o caminho para o Evangelho; é orando que se abrem os corações ao mistério de Deus e que se dispõem os espíritos ao acolhimento da Palavra de salvação" PAPA BENTO xvi
"Meditar sobre as tentações às quais Jesus foi submetido no deserto é um convite para cada um de nós a responder a uma pergunta fundamental: o que conta verdadeiramente na minha vida?" Papa Bento XVI
Na primeira tentação, o diabo propõe a Jesus que transforme uma pedra em pão, para saciar a fome. Jesus afirma que o homem vive também de pão, mas não só de pão: sem uma resposta à fome de verdade, à fome de Deus, o homem não se pode salvar (cf. vv. 3-4). Na segunda tentação, o diabo propõe a Jesus o caminho do poder: condu-lo para o alto e oferece-lhe o domínio do mundo; mas não é este o caminho de Deus: para Jesus é evidente que não é o poder mundano que salva o mundo, mas o poder da cruz, da humildade e do amor (cf. vv. 5-8). Na terceira tentação, o diabo propõe a Jesus que se lance do pináculo do Templo de Jerusalém para se fazer salvar por Deus mediante os seus anjos, ou seja, que realize algo de sensacional para pôr à prova o próprio Deus; mas a resposta é que Deus não é um objecto ao qual impor as nossas condições: é o Senhor de tudo (cf. vv. 9-12). Qual é o núcleo das três tentações que Jesus sofre? É a proposta de instrumentalizar Deus, de o usar para os próprios interesses, glória e sucesso. E portanto, nomeadamente, de se colocar no lugar de Deus, removendo-o da sua existência e fazendo-o parecer supérfluo. Então, cada um deveria interrogar-se: que lugar tem Deus na minha vida? O Senhor é Ele, ou sou eu?
O Senhor não se cansa de bater à porta do homem em contextos sociais e culturais que parecem absorvidos pela secularização, como aconteceu com o russo ortodoxo Pavel Florensky. Depois de uma educação completamente agnóstica, a ponto de sentir verdadeira hostilidade pelos ensinamentos religiosos recebidos na escola, o cientista Florensky exclamou: «Não, não se pode viver sem Deus!», e muda completamente a sua vida, a ponto de se tornar monge.(PAPA BENTO XVI)
Penso também na figura de Etty Hillesum, uma jovem holandesa de origem judaica, que morrerá em Auschwitz. Inicialmente distante de Deus, descobre-o olhando em profundidade dentro de si mesma e escreve: «Dentro de mim existe um poço muito profundo. E naquele poço está Deus. Às vezes consigo alcançá-lo, mas na maioria das vezes está coberto por pedras e areia: então Deus está sepultado. É necessário que eu o volte a desenterrar» (Diário, 97). Na sua vida dispersa e inquieta, ela encontra Deus precisamente no meio da grande tragédia de Novecentos, o Shoah. Esta jovem frágil e insatisfeita, transfigurada pela fé, transforma-se numa mulher cheia de amor e de paz interior, capaz de afirmar: «Vivo constantemente em intimidade com Deus».
no Ano da fé, renovemos o nosso compromisso no caminho de conversão, para superar a tendência de nos fecharmos em nós mesmos e para reservar, ao contrário, espaço a Deus, contemplando com os seus olhos a realidade quotidiana. A alternativa entre o fechamento do nosso egoísmo e a abertura ao amor a Deus e ao próximo, poderíamos dizer que corresponde à alternativa das tentações de Jesus: ou seja, alternativa entre poder humano e amor pela Cruz, entre uma redenção vista unicamente no bem-estar material e uma redenção como obra de Deus, na qual reservamos o primado na existência. Converter-se significa não se fechar na busca do próprio sucesso, prestígio e posição, mas fazer com que cada dia, nas pequenas coisas, a verdade, a fé em Deus e o amor se tornem o mais importante.
"... o primeiro compromisso missionário de cada um de nós é a oração. é principalmente rezando que se prepara o caminho para o Evangelho; é orando que se abrem os corações ao mistério de Deus e que se dispõem os espíritos ao acolhimento da Palavra de salvação" PAPA BENTO xvi
"Meditar sobre as tentações às quais Jesus foi submetido no deserto é um convite para cada um de nós a responder a uma pergunta fundamental: o que conta verdadeiramente na minha vida?" Papa Bento XVI
Na primeira tentação, o diabo propõe a Jesus que transforme uma pedra em pão, para saciar a fome. Jesus afirma que o homem vive também de pão, mas não só de pão: sem uma resposta à fome de verdade, à fome de Deus, o homem não se pode salvar (cf. vv. 3-4). Na segunda tentação, o diabo propõe a Jesus o caminho do poder: condu-lo para o alto e oferece-lhe o domínio do mundo; mas não é este o caminho de Deus: para Jesus é evidente que não é o poder mundano que salva o mundo, mas o poder da cruz, da humildade e do amor (cf. vv. 5-8). Na terceira tentação, o diabo propõe a Jesus que se lance do pináculo do Templo de Jerusalém para se fazer salvar por Deus mediante os seus anjos, ou seja, que realize algo de sensacional para pôr à prova o próprio Deus; mas a resposta é que Deus não é um objecto ao qual impor as nossas condições: é o Senhor de tudo (cf. vv. 9-12). Qual é o núcleo das três tentações que Jesus sofre? É a proposta de instrumentalizar Deus, de o usar para os próprios interesses, glória e sucesso. E portanto, nomeadamente, de se colocar no lugar de Deus, removendo-o da sua existência e fazendo-o parecer supérfluo. Então, cada um deveria interrogar-se: que lugar tem Deus na minha vida? O Senhor é Ele, ou sou eu?
O Senhor não se cansa de bater à porta do homem em contextos sociais e culturais que parecem absorvidos pela secularização, como aconteceu com o russo ortodoxo Pavel Florensky. Depois de uma educação completamente agnóstica, a ponto de sentir verdadeira hostilidade pelos ensinamentos religiosos recebidos na escola, o cientista Florensky exclamou: «Não, não se pode viver sem Deus!», e muda completamente a sua vida, a ponto de se tornar monge.(PAPA BENTO XVI)
Penso também na figura de Etty Hillesum, uma jovem holandesa de origem judaica, que morrerá em Auschwitz. Inicialmente distante de Deus, descobre-o olhando em profundidade dentro de si mesma e escreve: «Dentro de mim existe um poço muito profundo. E naquele poço está Deus. Às vezes consigo alcançá-lo, mas na maioria das vezes está coberto por pedras e areia: então Deus está sepultado. É necessário que eu o volte a desenterrar» (Diário, 97). Na sua vida dispersa e inquieta, ela encontra Deus precisamente no meio da grande tragédia de Novecentos, o Shoah. Esta jovem frágil e insatisfeita, transfigurada pela fé, transforma-se numa mulher cheia de amor e de paz interior, capaz de afirmar: «Vivo constantemente em intimidade com Deus».
no Ano da fé, renovemos o nosso compromisso no caminho de conversão, para superar a tendência de nos fecharmos em nós mesmos e para reservar, ao contrário, espaço a Deus, contemplando com os seus olhos a realidade quotidiana. A alternativa entre o fechamento do nosso egoísmo e a abertura ao amor a Deus e ao próximo, poderíamos dizer que corresponde à alternativa das tentações de Jesus: ou seja, alternativa entre poder humano e amor pela Cruz, entre uma redenção vista unicamente no bem-estar material e uma redenção como obra de Deus, na qual reservamos o primado na existência. Converter-se significa não se fechar na busca do próprio sucesso, prestígio e posição, mas fazer com que cada dia, nas pequenas coisas, a verdade, a fé em Deus e o amor se tornem o mais importante.
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