segunda-feira, 4 de março de 2013

A SINDROME DO MAS( RETIRADO DO BLOG DO AMIGO ANTONIO LUIZ MACEDO.)


A SÍNDROME DO "MAS..."


Quando Jesus nos diz em sua Palavra que seremos medidos com a mesma medida que nós medimos os outros, parece que essa promessa do Senhor não tem grande repercussão no nosso dia-a-dia. Continuamos julgadores implacáveis.

É só prestarmos um pouco mais de atenção às nossas conversas e papos. Até os nossos elogios são permeados de julgamento. Vejamos:
‘Sim, eu conheço Lea. É uma pessoa maravilhosa. Mas...’
‘André? Aquele cara que se for preciso dá a própria roupa do corpo? Ele é o cara. Mas...’
‘Eu conversei com ele ontem. Pense num homem educado! Dá gosto conversar com ele. Delicado, fino, cavalheiro... Mas...’

Já aconteceu isso com você? É uma síndrome terrível! É a síndrome que o diabo gosta.

Precisamos assimilar em nossos corações as palavras iniciais desse ‘conta-gotas’. De tanto emitirmos julgamentos, a nossa consciência embotou-se, anestesiou-se, e nos trouxe o hábito da insensibilidade. É hora de revermos nossas atitudes e nossas palavras. A língua destrói e mata. Qual o remédio? Tiago 3, irmãos e irmãs..

Antonio Luiz Macêdo

Frases do livro Famílias Restauradas do Pe. Leo

"Não existe ninguém no mundo que não necessite de cura e libertação. Todos nós somos sempre um misto de joio e de trigo.Normalmente, tentamos esconder nosso joio." Pe Leo no livro Famílias Restauradas

 "Olhe para pessoa amada como ela é: Humana!...Isso significa que é uma pessoa maravilhosa, mas também tem limitações, carências, defeitos, problemas, pecados, vícios, falhas,erros,etc.Os defeitos podem ser, e na maioria das vezes são inconscientes.Precisam muito mais de cura do que de briga. Pense no quanto a pessoa amada deve sofrer com seus defeitos.Ou você acha que só você no mundo está  lutando para superar suas dificuldades? Por isso que Jesus disse jamais podemos julgar os outros."

"Para que aconteça  cura cotidiana é preciso que o casal se aceite. Um precisa estar disposto a aceitar e a compreender a fraqueza do outro e suas próprias fraquezas.Isso não significa acomodar-se.Cura cotidiana e aceitação mútua não é deixar como está para ver como é que fica.Não significa apatia ou medo dos desafios.Aceitação é um processo dinâmico que envolve paciência,persistência e compreensão.Para que isso aconteça,algumas atitudes são fundamentais:
 Afabilidade( delicadeza, reconhecimento);
 Bondade( colocar-se no lugar do outro);
 Brandura( temperança,fazer a coisa na medida certa);
 Capacidade de estímulo( procurar trazer à tona o melhor que o outro tem.);
 Colocar-se no lugar do outro( procurar compreender o outro a partir de sua história);
 Confiança mútua( abertura de coração);
  Coragem( persistência);
  Corrigir cm amor( querer que o outro melhores;desejar e agir);
 Determinação( ação determinada,saber o que se quer);
  Diálogo( colocar-se no nível do outro,fazer-se igual.);
  Falar na hora certa(nem muito, nem pouco e no lugar apropriado);
 Fazer-se igual( olhar seus próprios defeitos e limitações);
 Humildade( frutificar os dons-húmus);
 Interesse mútuo( buscar o bem comum);
 Não gritar( o grito é a pior violência quando se ama);
 Nãos e acomodar( sempre buscar o melhor);
 Não ser pessimista;
 Perdoar sempre( amar de novo);
 Saber elogiar( ressaltar o que o outro tem de bonito e positivo,seus valores);
 Saber silenciar(na dor, no erro, mesmo quando tem razão);
 Ser compassivo( andar no mesmo passo);
 Sinceridade( sem máscaras);
 Sorrir e fazer sorrir( a alegria é uma força de cura);
 Ter bom humor( ver o lado simples das coisas.);"

sexta-feira, 1 de março de 2013

A última catequese do Papa Bento XVI


Confira na íntegra, a última catequese do Papa Bento XVI

Catequese 
Praça São Pedro
Quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


Venerados irmãos no Episcopado e no Sacerdócio!
Ilustres Autoridades!
Queridos irmãos e irmãs!
Agradeço-vos por terem vindo em tão grande número para esta minha última Audiência geral.
Obrigado de coração! Estou realmente tocado! E vejo a Igreja viva! E penso que devemos também dizer um obrigado ao Criador pelo tempo belo que nos doa agora ainda no inverno.
Como o apóstolo Paulo no texto bíblico que ouvimos, também eu sinto no meu coração o dever de agradecer sobretudo a Deus, que guia e faz crescer a Igreja, que semeia a sua Palavra e assim alimenta a fé no seu Povo. Neste momento a minha alma se expande para abraçar toda a Igreja espalhada no mundo; e dou graças a Deus pelas “notícias” que nestes anos do ministério petrino pude receber sobre a fé no Senhor Jesus Cristo, e da caridade que circula realmente no Corpo da Igreja e o faz viver no amor, e da esperança que nos abre e nos orienta para a vida em plenitude, rumo à pátria do Céu.
Sinto levar todos na oração, um presente que é aquele de Deus, onde acolho em cada encontro, cada viagem, cada visita pastoral. Tudo e todos acolho na oração para confiá-los ao Senhor: para que tenhamos plena consciência da sua vontade, com toda sabedoria e inteligência espiritual, e para que possamos agir de maneira digna a Ele, ao seu amor, levando frutos em cada boa obra (cfr Col 1,9-10).
Neste momento, há em mim uma grande confiança, porque sei, todos nós sabemos, que a Palavra de verdade do Evangelho é a força da Igreja, é a sua vida. O Evangelho purifica e renova, traz frutos, onde quer que a comunidade de crentes o escuta e acolhe a graça de Deus na verdade e vive na caridade. Esta é a minha confiança, esta é a minha alegria.
Quando, em 19 de abril há quase oito anos, aceitei assumir o ministério petrino, tive a firme certeza que sempre me acompanhou: esta certeza da vida da Igreja, da Palavra de Deus. Naquele momento, como já expressei muitas vezes, as palavras que ressoaram no meu coração foram: Senhor, porque me pedes isto e o que me pede? É um peso grande este que me coloca sobre as costas, mas se Tu lo me pedes, sobre tua palavra lançarei as redes, seguro de que Tu me guiarás, mesmo com todas as minhas fraquezas. E oito anos depois posso dizer que o Senhor me guiou, esteve próximo a mim, pude perceber cotidianamente a sua presença. Foi uma parte do caminho da Igreja que teve momentos de alegria e de luz, mas também momentos não fáceis; senti-me como São Pedro com os Apóstolos na barca no mar da Galileia: o Senhor nos doou tantos dias de sol e de leve brisa, dias no qual a pesca foi abundante; houve momentos também nos quais as águas eram agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir. Mas sempre soube que naquela barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é Sua. E o Senhor não a deixa afundar; é Ele que a conduz, certamente também através dos homens que escolheu, porque assim quis. Esta foi e é uma certeza, que nada pode ofuscá-la.  E é por isto que hoje o meu coração está cheio de agradecimento a Deus porque não fez nunca faltar a toda a Igreja e também a mim o seu consolo, a sua luz, o seu amor.
Estamos no Ano da Fé, que desejei para reforçar propriamente a nossa fé em Deus em um contexto que parece colocá-Lo sempre mais em segundo plano. Gostaria de convidar todos a renovar a firme confiança no Senhor, a confiar-nos como crianças nos braços de Deus, certo de que aqueles braços nos sustentam sempre e são aquilo que nos permite caminhar a cada dia, mesmo no cansaço. Gostaria que cada um se sentisse amado por aquele Deus que doou o seu Filho por nós e que nos mostrou o seu amor sem limites. Gostaria que cada um sentisse a alegria de ser cristão. Em uma bela oração para recitar-se cotidianamente de manhã se diz: “Adoro-te, meu Deus, e te amo com todo o coração. Agradeço-te por ter me criado, feito cristão…”. Sim, somos contentes pelo dom da fé; é o bem mais precioso, que ninguém pode nos tirar! Agradeçamos ao Senhor por isto todos os dias, com a oração e com uma vida cristã coerente. Deus nos ama, mas espera que nós também o amemos!
Mas não é somente a Deus que quero agradecer neste momento. Um Papa não está sozinho na guia da barca de Pedro, mesmo que seja a sua primeira responsabilidade. Eu nunca me senti sozinho no levar a alegria e o peso do ministério petrino; o Senhor colocou tantas pessoas que, com generosidade e amor a Deus e à Igreja, ajudaram-me e foram próximas a mim. Antes de tudo vós, queridos Cardeais: a vossa sabedoria, os vossos conselhos, a vossa amizade foram preciosos para mim; os meus Colaboradores, a começar pelo meu Secretário de Estado que me acompanhou com fidelidade nestes anos; a Secretaria de Estado e toda a Cúria Romana, como também todos aqueles que, nos vários setores, prestaram o seu serviço à Santa Sé: são muitas faces que não aparecem, permanecem na sombra, mas propriamente no silêncio, na dedicação cotidiana, com espírito de fé e humildade foram para mim um apoio seguro e confiável. Um pensamento especial à Igreja de Roma, a minha Diocese! Não posso esquecer os Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio, as pessoas consagradas e todo o Povo de Deus: nas visitas pastorais, nos encontros, nas audiências, nas viagens, sempre percebi grande atenção e profundo afeto; mas também eu quis bem a todos e a cada um, sem distinções, com aquela caridade pastoral que é o coração de cada Pastor, sobretudo do Bispo de Roma, do Sucessor do Apóstolo Pedro. Em cada dia levei cada um de vós na oração, com o coração de pai.
Gostaria que a minha saudação e o meu agradecimento alcançasse todos: o coração de um Papa se expande ao mundo inteiro. E gostaria de expressar a minha gratidão ao Corpo diplomático junto à Santa Sé, que torna presente a grande família das Nações. Aqui penso também em todos aqueles que trabalham para uma boa comunicação, a quem agradeço pelo seu importante serviço.
Neste ponto gostaria de agradecer verdadeiramente de coração todas as numerosas pessoas em todo o mundo, que nas últimas semanas me enviaram sinais comoventes de atenção, de amizade e de oração. Sim, o Papa não está nunca sozinho, agora experimento isso mais uma vez de um modo tão grande que toca o coração. O Papa pertence a todos e tantas pessoas se sentem muito próximas a ele. É verdade que recebo cartas dos grandes do mundo – dos Chefes de Estado, dos Líderes religiosos, de representantes do mundo da cultura, etc. Mas recebo muitas cartas de pessoas simples que me escrevem simplesmente do seu coração e me fazem sentir o seu afeto, que nasce do estar junto com Cristo Jesus, na Igreja. Estas pessoas não me escrevem como se escreve, por exemplo, a um príncipe ou a um grande que não se conhece. Escrevem-me como irmãos e irmãs ou como filhos e filhas, com o sentido de uma ligação familiar muito afetuosa. Aqui pode se tocar com a mão o que é a Igreja – não uma organização, uma associação para fins religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que une todos nós. Experimentar a Igreja deste modo e poder quase tocar com as mãos a força da sua verdade e do seu amor é motivo de alegria, em um tempo no qual tantos falam do seu declínio. Mas vejamos como a Igreja é viva hoje!
Nestes últimos meses, senti que as minhas forças estavam diminuindo e pedi a Deus com insistência, na oração, para iluminar-me com a sua luz para fazer-me tomar a decisão mais justa não para o meu bem, mas para o bem da Igreja. Dei este passo na plena consciência da sua gravidade e também inovação, mas com profunda serenidade na alma. Amar a Igreja significa também ter coragem de fazer escolhas difíceis, sofrer, tendo sempre em vista o bem da Igreja e não de si próprio.
Aqui, permitam-me voltar mais uma vez a 19 de abril de 2005. A gravidade da decisão foi propriamente no fato de que daquele momento em diante eu estava empenhado sempre e para sempre no Senhor. Sempre – quem assume o ministério petrino já não tem mais privacidade alguma. Pertence sempre e totalmente a todos, a toda a Igreja. Sua vida vem, por assim dizer, totalmente privada da dimensão privada. Pude experimentar, e o experimento precisamente agora, que se recebe a própria vida quando a doa. Antes disse que muitas pessoas que amam o Senhor amam também o Sucessor de São Pedro e estão afeiçoadas a ele; que o Papa tem verdadeiramente irmãos e irmãs, filhos e filhas em todo o mundo, e que se sente seguro no abraço da vossa comunhão; porque não pertence mais a si mesmo, pertence a todos e todos pertencem a ele.
O “sempre” é também um “para sempre” – não há mais um retornar ao privado. A minha decisão de renunciar ao exercício ativo do ministério não revoga isto. Não retorno à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, recepções, conferências, etc. Não abandono a cruz, mas estou de modo novo junto ao Senhor Crucificado. Não carrego mais o poder do ofício para o governo da Igreja, mas no serviço da oração estou, por assim dizer, no recinto de São Pedro. São Bento, cujo nome levo como Papa, será pra mim de grande exemplo nisto. Ele nos mostrou o caminho para uma vida que, ativa ou passiva, pertence totalmente à obra de Deus.
Agradeço a todos e a cada um também pelo respeito e pela compreensão com o qual me acolheram nesta decisão tão importante. Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja com a oração e a reflexão, com aquela dedicação ao Senhor e à sua Esposa que busquei viver até agora a cada dia e que quero viver sempre. Peço-vos para lembrarem-se de mim diante de Deus e, sobretudo, para rezar pelo Cardeais, chamados a uma tarefa tão importante, e pelo novo Sucessor do Apóstolo Pedro: o Senhor o acompanhe com a sua luz e a força do seu Espírito.
Invoquemos a materna intercessão da Virgem Maria Mãe de Deus e da Igreja para que acompanhe cada um de nós e toda a comunidade eclesial; a ela nos confiemos, com profunda confiança.
Queridos amigos! Deus guia a sua Igreja, a apoia mesmo e sobretudo nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão de fé, que é a única verdadeira visão do caminho da Igreja e do mundo. No nosso coração, no coração de cada um de vós, haja sempre a alegre certeza de que o Senhor está ao nosso lado, não nos abandona, está próximo a nós e nos acolhe com o seu amor. Obrigado!

O “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem


O “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem
24 janeiro, 2013

O “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem” é uma obra de São Luís Maria Grignion de Montfort (☆1673 – ✝1716), escrita por ele pouco antes de sua morte. O livro nos fala da devoção a Nossa Senhora e da necessidade da consagração a Ela. Além disso, o Tratado nos dá um método simples e eficaz de consagração, de nos entregar inteiramente a Maria.
O manuscrito do Tratado ficou perdido durante 130 anos, de 1712 a 1842, quando foi encontrado em uma caixa por um padre da congregação fundada por Montfort. Isto foi predito pelo Santo em seu Escrito: “Prevejo que muitos animais frementes virão em fúria para rasgar com seus dentes diabólicos este pequeno escrito […] Ou pelo menos procurarão envolver este livrinho nas trevas e no silêncio duma arca, a fim de que não apareça” (TVD 114).
A finalidade deste livro, segundo São Luís Maria, é mostrar como Maria Santíssima ainda é desconhecida, o que é uma das razões de Jesus Cristo não ser conhecido como deve ser. O Tratado nos leva ao conhecimento do Reino da Virgem Maria e ao conhecimento do Reino de Cristo. São Luís também diz que Jesus veio ao mundo por Maria e por Ela deve voltar no fim dos tempos: “Ela deu Jesus Cristo ao mundo a primeira vez, a há de fazê-lo resplandecer também na segunda vez” (TVD 13).
O Tratado foi promulgado pelo Papa Pio IX em 12 de maio de 1853, em Roma. Através de um decreto, os escritos de São Luís foram declarados isentos de qualquer erro que pudesse ser obstáculo para a sua beatificação. Além disso, muitos outros papas aprovaram o Tratado e concederam indulgências a quem se consagrasse pelo método de Grignion de Montfort. Dentre eles, talvez o mais célebre e conhecido seja o saudoso Beato Papa João Paulo II, que conheceu o Tratado já na sua infância e particularmente consagrou-se a Maria segundo o Tratado.
Não nos enganemos pelo tamanho e pela simplicidade deste pequeno Livro, pois ele foi de grande auxílio para muitos cristãos em tempos difíceis. O Tratado e a consagração a Virgem Maria, segundo o método de Montfort, foram vias de santificação para numerosos homens de mulheres, do século XVIII até os nossos dias. Considerando a importância da consagração a Nossa Senhora na vida dos fiéis, recomendamos a leitura do Tratado, a preparação e a consagração total a Santíssima Virgem.
Com alegria te convidamos para dar mais um passo na sua caminhada espiritual rumo ao Céu!
Preparação para
Consagração à Santíssima Virgem Maria pelo Tratado de verdadeira devoção de São Luís Maria Grignion de Montfort
com o Irmão Leandro da Fraternidade O caminho

O encontro com Jesus

O encontro com Jesus
22 fevereiro, 2013

“No dia seguinte , João estava lá, de novo, com dois dos seus discípulos. Vendo Jesus caminhando, disse: “Eis o Cordeiro de Deus”! Os dois discípulos ouviram esta declaração de João e passaram a seguir Jesus. Jesus, voltou-se para trás e, vendo que eles seguiam, perguntou-lhes: “Que procurais?” Eles responderam: “Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras? Ele respondeu: “Vinde e vede”! Foram, viram onde morava e permaneceram com ele aquele dia. Era por volta das quatro horas da tarde. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido a declaração de João e seguido Jesus. Ele encontrou primeiro o próprio irmão, Simão, e lhe falou: “Encontramos o Cristo!” (que quer dizer Messias). Então conduziu-o até Jesus, que lhe disse, olhando para ele: “Tu és Simão, filho de João. Tu te chamarás Cefas!” (que quer dizer Pedro).”
Os quatros evangelistas contam o chamado dos primeiros discípulos. Enquanto os demais evangelistas (cf.Mt 4,18-22; Mc 1,16-20; Lc 5,1-11) descrevem o encontro com Jesus, quando os apóstolos estavam no trabalho, João mostra a vocação destes no prolongamento do ministério de João Batista. Este “cede” generosamente a Jesus seus próprios discípulos, com uma frase que os anima a segui-lo, quando, pela segunda vez, dá testemunho a seu respeito.
Os discípulos descobrem o mistério de Cristo e sua mensagem, decidindo-se a segui-lo. Tudo começa com uma testemunha qualificada, que aqui é João Batista: “Eis o cordeiro de Deus” (Jo 1,36). Em seguida começa um caminho de verdadeiro discípulo: “Passaram a seguir Jesus” (Jo 1,37). De fato, seguir a Jesus é ser discípulo. O resultado é uma experiência pessoal de comunhão com o Mestre: “Foram, viram onde morava e permaneceram com ele aquele dia” (Jo 1,39). O encontro deixou lembranças inesquecíveis: “Era por volta das quatro horas da tarde”, relembra João, quando encontraram Jesus. Deus faz as suas escolhas até confundindo os sábados entendidos (cf. 1Cor 1,27).
O diálogo entre Jesus e os discípulos aprofunda o sentido da identidade de Cristo, chamando-os a uma experiência de vida com ele. Nasce espontaneamente a comunicação da experiência feita, na conversa de André com seu irmão Simão: “Encontramos o Cristo!” (Jo 1,41). Daí para frente, a missão se espalhou, pelo testemunho da fé, que há de chegar aos confins da terra.
Impressiona fortemente a pessoa de Jesus e sua grande humanidade, que vai ao encontro das grandes aspirações das pessoas. Quem quiser saber quem é Jesus, descubra-o através do comportamento das pessoas que se encontram com ele. Conhecer o seu mistério é observar o mundo que o circunda e descobrir seu modo de se relacionar com as pessoas. É necessário entrar na casa do senhor, aceitar o seu convite, acostumar-se com seu jeito de viver, acolher o dom de sua presença.
O mesmo chamado se repete na história da igreja e com cada pessoa. Há um encontro que provoca mudança radical em nossa vida, do jeito imprevisível de Deus agir. Ele pode servir-se de pessoas e situações semelhantes a João Batista: nossos pais, um sacerdote um livro, um retiro, mas é sempre o mesmo Senhor que chama.
Trata-se de uma diálogo que dura a vida inteira. No texto que meditamos, Jesus fala, pela primeira vez, no Evangelho de São João, e abre a boca para fazer uma pergunta: “Que procurais?”. Em outros momentos essenciais e densos , Jesus faz a mesma pergunta: no início de sua Paixão (Jo 18,4-7) e quando parece a Maria Madalena (Jo 20,15).
Como todos nós desejamos a felicidade e a realização, é necessário fazer o caminho da sadia ansiedade pelo Reino de Deus, sabendo que o Reino é uma verdadeira paixão, que acompanha o ministério público de Jesus. Seguir a Jesus é levar-lhe todas as nossas perguntas e inquietações, sem receio. João Paulo II, em sua primeira visita à América Latina, assim descreveu a fidelidade, pregando sobre “A Virgem fiel”:
A primeira dimensão da fidelidade de Maria se chama busca. Maria foi fiel, antes de mais, quando, com amor, se pôs a buscar o sentido profundo do Desígnio de Deus nela e para o mundo. “Como poderá ser ?”, perguntou ela ao Anjo da Anunciação. Já no Antigo Testamento, o sentido desta busca se traduz numa expressão de rara beleza e de extraordinário conteúdo espiritual: “buscar o Rosto do Senhor”. Não haverá fidelidade se na raiz não houver esta busca ardente, paciente e generosa; se no coração do homem não se encontrar uma pergunta para a qual só Deus tem a resposta, ou melhor dizendo, para a qual só Deus é a resposta.
Há um caminho a percorrer: as muitas perguntas existentes no coração humano devem ser escolhidas e acolhidas; não tenhamos medo de perguntar a Jesus ou às pessoas que por ele nos são envidas. Busquemos respostas consistentes, mesmo quando as perguntas nos assustam ou assustam nossos interlocutores. A igreja não teme o confronto: sincero dom de quem quer sinceramente buscar e encontrar a verdade.
O desejo de Deus está escrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar: “O aspecto mais sublime da dignidade humana está nesta vocação do homem à comunhão com Deus. Este convite que dirige ao homem, de dialogar com ele, começa com a existência humana. Pois se o homem existe, é porque Deus o criou por amor, por amor, não cessa de dar-lhe o ser, e o homem só vive plenamente, segundo a verdade, se reconhecer livremente este amor e se entregar ao seu Criador” (Catecismo da igreja Católica 27).
D. Alberto Taveira – Arcebispo de Belém-PA

Como pensar como Deus?

Como pensar como Deus?
Sem dúvida, é a Palavra de Deus que vai, dia após dia, nos presenteando o modo de pensar do Senhor. 

A Bíblia não é um livro mágico, mas possui o poder de fazer crescer em nós o que ela contém. Assim, nasce o meu compromisso! Todos os dias, a Palavra de Deus é meu alimento; por meio do estudo bíblico diário vou aprendendo a pensar como Deus pensa!

Por favor, se conhecer um outro caminho, aponte-me.

Ricardo de Sá

ORAÇÃO



Jesus estimava tanto a oração que passava noites inteiras no alto dos montes da Galileia conversando com o Pai (cf. Lc 5,16; 6,12; 9,29). E aí estava a sua força; de dia pregava, de noite rezava. Ensinou os discípulos a rezarem (cf. Mt 6,9) e insistiu com eles: É necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1b); “Pedi e se vos dará” (Mt 7,7a).

Sem oração, nenhum de nós fica de pé espiritualmente e ninguém consegue fazer a vontade de Deus. A razão é muito clara: “Porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15, 4). Jesus deixou claro: esse “nada” indica que, por nós mesmos, não conseguiremos fazer o bem e, pior ainda, evitar o mal. São Paulo insistiu: “É o mesmo Deus que opera tudo em todos” (1Cor 12,6b).

Prof. Felipe Quino